24.4.07
As Minhas Cidades XIX
“Naquele império, a Arte da Cartografia atingiu tal perfeição que o Mapa de uma só Província ocupava toda a Cidade e o Mapa do Império toda a Província. Com o tempo, estes Mapas desmesurados não satisfazeram e os Colégios de Cartógrafos levantaram um Mapa do Império e coincidia pontualmente com ele…”
in História Universal da Infâmia, Jorge Luis Borges
23.4.07
A Casa XXI



Na aldeia Kuikuro, uma das maiores do Alto Xingu, muitas casas estão sendo erguidas. Os mais velhos e tradicionais criticam transgressões dos costumes, como a falta de alinhamento das ocas e moradias fora dos padrões.Com cerca de 30m de extensão e 10m de altura e de largura, a arquitetura da oca segue uma tradição centenária. Materiais comuns são usados na confecção das casas, que chegam a durar 10 anos. Entretanto, alguns arquitetos-índios menos tradicionais já utilizam materiais modernos, como pregos para substituir as amarras feitas com casca de imbira.
19.4.07
As Minhas Cidades XVIII
As Cidades e a Memória
“Em Marília, o viajante é convidado a visitar a cidade e ao mesmo tempo a observar certos velhos postais ilustrados que a representam como era dantes: a mesma idêntica praça com uma galinha no lugar da estação dos autocarros, o coreto da música no lugar do viaduto, duas meninas de sombrinha branca no lugar da fábrica de explosivos. Para não desiludir os habitantes o viajante tem de gabar a cidade nos postais e preferi-la à presente, com o cuidado porém de conter o seu desgosto pelas mudanças dentro de regras bem precisas: reconhecendo que a magnificência e prosperidade de Maurília transformada em metrópole, se comparadas com a velha Maurília provinciana, não compensam uma certa graça perdida, a qual contudo só poderá ser gozada agora nos velhos postais, enquanto outrora, com a Maurília provinciana debaixo dos olhos, de gracioso não se via mesmo nada, e igualmente não se veria hoje se Maurília houvesse permanecido tal e qual, e que no entanto a metrópole tem mais esta atracção, que através do que se tornou se pode repensar com nostalgia no que era.”
Italo Calvino
As Cidades Invisíveis
“Em Marília, o viajante é convidado a visitar a cidade e ao mesmo tempo a observar certos velhos postais ilustrados que a representam como era dantes: a mesma idêntica praça com uma galinha no lugar da estação dos autocarros, o coreto da música no lugar do viaduto, duas meninas de sombrinha branca no lugar da fábrica de explosivos. Para não desiludir os habitantes o viajante tem de gabar a cidade nos postais e preferi-la à presente, com o cuidado porém de conter o seu desgosto pelas mudanças dentro de regras bem precisas: reconhecendo que a magnificência e prosperidade de Maurília transformada em metrópole, se comparadas com a velha Maurília provinciana, não compensam uma certa graça perdida, a qual contudo só poderá ser gozada agora nos velhos postais, enquanto outrora, com a Maurília provinciana debaixo dos olhos, de gracioso não se via mesmo nada, e igualmente não se veria hoje se Maurília houvesse permanecido tal e qual, e que no entanto a metrópole tem mais esta atracção, que através do que se tornou se pode repensar com nostalgia no que era.”
Italo Calvino
As Cidades Invisíveis
18.4.07
15.4.07
A Casa XX
O Covil
"Arranjei o covil e parece que me saí bem. Do exterior vê-se apenas um grande buraco, mas na realidade esse buraco não conduz a parte nenhuma(...)Porém, a uns passos do buraco, abre-se a verdadeira entrada, coberta por uma camada de musgo, que eu posso levantar: se há neste mundo alguma coisa segura é este local."
Franz Kafka
"Arranjei o covil e parece que me saí bem. Do exterior vê-se apenas um grande buraco, mas na realidade esse buraco não conduz a parte nenhuma(...)Porém, a uns passos do buraco, abre-se a verdadeira entrada, coberta por uma camada de musgo, que eu posso levantar: se há neste mundo alguma coisa segura é este local."
Franz Kafka
11.4.07
Secil II
4.4.07
Problemas de Escala... II
Prémio Secil 2006
1.4.07
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