3.3.07

(Neon Bible) The Arcade Fire



Como é bom começar o ano desta forma...
Se o ano de 2004 tinha sido de boa colheita para estes canadianos, com o album "Funeral"(considerado por larga maioria, como o album desse ano), já 2007 será (profetiso) um ano vintaje com este novo trabalho "Neon Bible".
Já ouvi... e é sem duvida arrebatador. Provavelmente um dos mais admiráveis acontecimentos de 2007. Sai na segunda (05 de Março).

2.3.07

As Minhas Crónicas

CRÓNICA ESCRITA DEPOIS DE TER BEBIDO DOIS COPOS
DE VINHO TINTO AO ALMOÇO

A minha irmã Eneida casou com um comissário da TAP com argumento que gostava de homens mais leves do que o ar. Fez mas: a primeira vez que abriu a porta o marido saiu flutuando para o patamar e até hoje ninguém sabe onde poisou. O problema é que ainda teve tempo para a engravidar e o filho que se parece com o pai leva a vida pregado ao tecto como os balões de gás. A minha irmã amarrou-lhe um cordel ao tornozelo, puxa-o para baixo à hora das refeições e depois solta-o de novo para ele brincar com a tira de papel mata-moscas que está junto do candeeiro. Trata-se de uma criança um bocado aérea, sempre de cabeça nas nuvens e o facto de andar lá em cima permite-lhe falar-nos de alto e descobrir carecas. Para contrabalançar o desgosto de amor com o comissário a minha irmã Eneida procurou um homem sólido, compacto, suficientemente pesado para resistir a virar páginas, suspiros e furacões. Chama-se Rocha e aguenta tudo, embora do meu ponto de vista seja um sujeito um bocado passivo que só joga bridge na condição de ser morto. Está para ali sentado no sofá o dia inteiro, imperturbável, sem uma palavra, rígido, sereno, inamovível. Há ocasiões em que me pergunto se respira: não é um ser humano é uma parede mestra e se adormecer a minha irmã Eneida em vez de chamar o médico telefona a um geólogo que lhe explique as causas da erosão. Para fazer amor com ele calça botas cardadas e aproxima-se com um rolo de corda, ganchos e picaretas: pode dizer-se que é uma paixão que vai em escalada mas as coisas pioraram um bocado quando a minha irmã Eneida, ao alcançar o cume após três dias de esforços, encontrou uma bandeira cor-de-rosa cravada no vértice com o nome Elizabete bordado. O Rocha afirma que em tempos um grupo de alpinistas se lhe perdeu no pescoço e os helicópteros de salvamento não encontraram ninguém salvo um urso polar e umas ossadazitas dispersas na base da nuca. Agora, antes de se aproximar do homem, telefona sempre cá para casa a despedir-se e a minha mulher
(são amicíssimas)
oferece-se para a acompanhar o que eu proíbo terminantemente porque fui educado à antiga e além disso a minha mulher sofre de vertigens, tenho medo que caia do Rocha abaixo e se a mulher bater no Rocha quem se lixa é o mexilhão. Ela protesta com o argumento de que passamos a vida em casa e nunca a levo a parte nenhuma, propõe
- Para o caso de teres ciúmes porque é que não vens também?
Mas escalar cunhados não é género de divertimento que me excite. Talvez passemos lá as férias em Agosto
(não temos de pagar nada)
com os miúdos, acampados num joelho ou assim, porque segundo a minha irmã Eneida há verões com bom tempo no Rocha e existe imenso espaço na barriga onde as crianças podem brincar e jogar à bola mas a mim assusta-me as derrocadas que a tosse dele provoca e não me apetece contar no emprego ao perguntarem-me
- Onde foste em Agosto?
- Durante uma semana trepei pelo meu cunhado acima
que é uma coisa que as pessoas de maneira geral têm uma certa dificuldade em entender para além de serem levadas a pensar que me estou a divertir à custa delas. Portanto, Rocha não. Prefiro, agora que o meu sobrinho já é grande, pendurar-lhe um cesto dos pés e viajarmos um bocado pela Europa: não conheço Espanha nem França e só fui uma vez a Coimbra onde se anda de capa pelas ruas como na época dos três mosqueteiros, pedindo socorro com acompanhamentos de guitarras. O meu sobrinho, prestável, disse logo
-Vamos onde o tio quiser
e ando tentando aceitar, no caso de o Governo de Cuba o deixar sair da ilha onde está preso por ter violado o espaço aéreo. AS cartas que tem escrito são animadoras: arranjaram-lhe uma gaiola limpa, a alpista não é má, deram-lhe um canário fêmea para satisfazer as exigências da carne e tem cantado a Internacional para os membros do Partido. Se o não usarem como espia das ogivas atómicas americanas deixam-no ir embora de certeza a menos que o canário fêmea tenha crias: sempre tivemos o instinto da família e não acredito que ele abandone os ovos.

António Lobo Antunes
Livro de Crónicas

1.3.07

Babel de Vladimir Tatlin


Escultura executada apenas em maquete em 1917, foi projetada pelo arquitecto russo Wladimir Tatlin para ser um Monumento a Terceira Internacional. Puro Construtivismo Russo!

28.2.07

Babel de Bruegel

A Torre de Babel (1563) Pieter Bruegel

As Minhas Cidades IX

São Paulo, Brasil
(S 23º32' O46º37')

Caçador de Sóis



Saiu ontem o novo album dos Ala dos Namorados, não são para mim um grupo que me prenda ou emocione com a sua musicalidade, contudo o single de lançamento deste novo CD é algo de extraordinério.

CAÇADOR DE SÓIS (para ouvir)

Pelo céu às cavalitas
Escondi nos teus caracóis
A estrela mais bonita que eu já vi

Eu cresci com o encanto
De ser caçador de sóis
Eu já corri tanto, tanto, para ti

Fui um príncipe encantado
Montado nos teus joelhos
Um eterno enamorado a valer

Lancelote de algibeira
Mas segui os teus conselhos
Pra voltar à tua beira
E ser o que eu quiser

Os teus olhos foram esperança
Os meus olhos girassóis
Fomos onde a vista alcança
Da nossa janela

Já deixei de ser criança
E tu dormes à lareira
Ainda sinto a minha estrela
Nos teus caracóis

23.2.07

Muralhas

Running Fence
Christo e Jeanne-Claude, California, (1972-76)

Muralhas do nosso tempo...

a proposito do extraordinário texto de Borges aqui ficam outras muralhas...
Valley Curtein por Christo e Jeanne-Claude - Colorado, USA (1970-72)

13.000 barris de Oleo por Christo e Jeanne-Claude - Oberhausen, Alemanha (1999)

A Muralha e os Livros

"book Cell" de Matej Krén, Gulbenkian 2006

He, whose long wall the wand’ring Tartar bounds.
DUNCIAD, II, 76.

Li, dias passados, que o homem que ordenou a edificação da quase infinita muralha chinesa foi aquele primeiro Imperador, Shih Huang Ti, que semelhantemente outorgou que se queimassem todos os livros anteriores a ele. Que essas duas vastas operações – as quinhentas ou seiscentas léguas de pedra opondo-se aos bárbaros, a rigorosa abolição da história, a saber, do passado – tenham procedido de uma única pessoa e terem sido de alguma forma seus atributos, satisfez-me inexplicavelmente e, ao mesmo tempo, me inquietou. Indagar as razões dessa emoção é a finalidade desta nota.

Historicamente, não há qualquer mistério nas duas medidas. Contemporâneo das guerras de Aníbal, Shih Huang Ti, rei de Tsin, reduziu ao seu poder os Seis reinos e apagou o sistema feudal; erigiu a muralha, porque as muralhas eram defesas; queimou os livros, porque a oposição os invocava para louvar os antigos imperadores. Queimar livros e erigir fortificações é tarefa comum de príncipes; a única coisa singular em Shih Huang Ti foi a escala em que trabalhou. Assim dão a entender alguns sinólogos, mas eu sinto que os feitos a que me referi sejam algo mais do que um exagero ou uma hipérbole de disposições triviais. Cercar um pomar ou jardim é coisa comum; não o é cercar um império. Também não é pouca coisa pretender que a mais tradicional das raças renuncie à memória do seu passado, mítico ou verdadeiro. Três mil anos de cronologia tinham os chineses (e, nesses anos, o Imperador Amarelo e Chuang Tzu e Confúcio e Lao Tsé) quando Shih Huang Ti ordenou que a história começaria com ele.

Shih Huang Ti havia desterrado sua mãe por libertina; em sua dura justiça, os ortodoxos não viram outra coisa que não uma impiedade; Shih Huang Ti, talvez, quis apagar os livros canônicos porque estes o acusavam; Shih Huang Ti, talvez, quis abolir todo o passado para abolir uma única recordação: a infâmia de sua mãe. (Não de outra sorte um rei, na Judéia, quis matar todos os meninos para matar a um.) Esta conjectura é aceitável, mas nada nos diz da muralha, a segunda face do mito. Shih Huang Ti, segundo os historiadores, proibiu que se mencionasse a morte e buscou o elixir da imortalidade e enclausurou-se num palácio figurativo, que constava de tantos aposentos quanto há dias no ano; estes dados sugerem que a muralha no espaço e o incêndio no tempo foram barreiras mágicas destinadas a deter a morte. Todas as coisas querem persistir em seu ser, escreveu Baruch Spinoza; talvez o Imperador e seus magos creram que a imortalidade é intrínseca e que a corrupção não pode penetrar uma esfera fechada. Quem sabe o Imperador quis recriar o princípio do tempo e deu a si mesmo o nome de Primeiro, para ser realmente primeiro, e se chamou Huang Ti, para ser de algum modo Huang Ti, o lendário imperador que inventou a escrita e a bússola. Este, segundo o Livro dos Ritos, deu o nome verdadeiro a todas as coisas; similarmente, Shih Huang Ti se vangloriou, em inscrições que perduram, de que todas as coisas debaixo do seu império tiveram o nome que lhes convém. Sonhou fundar uma dinastia imortal; ordenou que seus herdeiros se chamassem Segundo Imperador, Terceiro Imperador, Quarto Imperador e assim até o infinito… Falei de um propósito mágico; também caberia supor que erigir a muralha e queimar os livros não foram atos simultâneos. Isto (segundo a ordem que escolhêssemos) nos daria a imagem de um rei que começou por destruir e logo se resignou a conservar, ou a de um rei desenganado que destruiu o que antes defendia. Ambas as conjecturas são dramáticas, mas carecem, que eu saiba, de base histórica. Herbert Allen Giles conta que os que ocultaram livros foram marcados com um ferro candente e condenados a construir, até o dia de sua morte, a indócil muralha. Esta nota favorece ou tolera uma outra interpretação, Talvez a muralha tenha sido uma metáfora, talvez Shih Huang Ti tenha condenado os que adoravam o passado a uma obra tão vasta quanto o passado, tão torpe e tão inútil. Talvez a muralha tenha sido um desafio e Shih Huang Ti tenha pensado: “Os homens amam o passado e contra este amor nada posso, não o podem meus verdugos, mas haverá em alguma ocasião um homem como eu, e este destruirá a minha muralha, como eu destruí os livros, e este apagará a minha memória e será minha sombra e meu espelho e não saberá.” Talvez Shih Huang Ti tenha cercado de muralhas o seu império porque sabia que este era desejável e tenha destruído os livros por entender que eram livros sagrados, ou seja, livros que ensinam o que ensina o universo inteiro ou a consciência de cada homem. Talvez o incêndio das bibliotecas e a edificação da muralha sejam operações que de um modo secreto se anulam.

A muralha tenaz que neste momento, e em todos, projeta sobre terras que não verei o seu sistema de sombras, é a sombra de um césar que ordenou que a mais reverente das nações queimasse seu passado; é verossímil que a idéia nos toque por si mesma, de forma independente das conjecturas que permite. (Sua virtude pode estar na oposição de construir e destruir, em enorme escala.) Generalizando o caso anterior, poderíamos inferir que todas as formas têm sua virtude em si mesmas e não num “conteúdo” conjectural. Isto concorda com a tese de Benedetto Croce; já Pater, em 1877, afirmou que todas as artes aspiram à condição da música, que não é outras coisa além de forma. A música, todos os estados de felicidade, a mitologia, as faces trabalhadas pelo tempo, certos crepúsculos e certos lugares querem dizer-nos algo, ou algo disseram que não deveríamos tido perder, ou estão por dizer algo; essa iminência de uma revelação que não se produz é, talvez, o ato estético.

Buenos Aires, 1950.
Jorge Luis Borges

José Afonso (1929-1987)

"De nada me arrependo só a vida
Me ensinou a cantar esta cantiga"
José Afonso in "Galinhas do Mato", 1985


Coliseu os Recreios, Lisboa (29 Janeiro 1983)

Jose Afonso nas Caldas da Rainha com Fausto e Sergio Godinho.

22.2.07

um salto no vazio...

foi com surpresa que descobri que a inês deixou de escrever no blog enchamos tudo de Futuros. Para ela há a certeza de um caminho que ela sabe como o percorrer, para mim e para nós é um salto no vazio... gosto tanto das tuas letras, volta!


Yves Klein com montagem de Harry Shunk
Leap into the void, Paris (1960)

As Minhas Cidades VIII



Cemiterio Americano em Meuse, França
N49º09' E5º23'

Vinte anos depois



Andy Warold "Self Portrait" (1986)
22 de Fevereiro 1987

Andy Warhol, como outros artistas da corrente artistica "Pop Art", criou obras em cima de mitos. Ídolos como Elvis Presley, Liz Taylor e Marilyn Monroe foram representados numa tecnica que tinha como intuito, mostrar o quanto personalidades públicas eram e são figuras impessoais e vazias. Todo este sentido era revelado associando a técnica com que reproduzia estes retratos, numa produção mecânica ao invés do trabalho manual. A serigrafia foi o meio ideal para representar a impessoalidade dos objectos produzidos para o consumo em massa, como são exemplos as garrafas de Coca-Cola e as latas de sopa Campbell.

Babel de Hayao Miyazaki



imagem do filme de Hayao Miyazaki, "LAPUTA - Um Castelo no Ar"

As Minhas Cidades VII


veneza...


O Carnaval já lá vai... mas a saudade fica!

13.2.07

Babel de Michael Sorkin


Godzilla, Toquio Japão (1990/92) - Michael Sorkin
Arquitecto Urbanista e Teorico americano que desenvolve projectos essencialmente sobre a cidade e arquitectura biologica.

As Minhas Cidades VI

Mesquita Shiita - Samarra, Iraque (23 Fevereiro de 2006)
Na fotogarfia de satelite do post anterior sobre Samarra, esta mesquita localiza-se no centro da cidade.

A propósito dos dois ultimos post´s que representam, por incrível que pareça, acontecimentos distantantes num espaço temporal de mais de 60 anos.
Aqui fica a minha indignação!

As Minhas Cidades V

fotografia de Richard Peter

Dresda, Alemanha
13 de Fevereiro de 1945

Babel de Samarra, Iraque

Samarra - vista de satélite (a torre localiza-se no canto superior direito)

Minarete em Samarra, Iraque

Babel de Gustave Doré

Confusão das Línguas - Gustave Doré (1865)
Ilustrador francês que realizou as primeiras gravuras para a primeira edição ilustrada de D. Quixote de la Mancha

Babel de Fritz Lang

Torre de Babel no filme Metropolis(1927).
A composição da torre de Metropolis foi inspirada na obra "Torre de Babel" do pintor flamengo Pieter Brueghel, do século XVI.

5.2.07

As Minhas Cidades IV

desenho de Lebbeus Woods
cidade imaginaria

Schuiten & Peeters II

Na senda dos post's sobre BD aqui fica mais uma recomendaçãotos. Este então... brilhante! Um olhar inclinado sobre a realidade, numa perspectiva diferente sobre o mundo.

Pontes II

o autor é desconhecido... penso que foi uma mensão honrosa
num concurso RIBA.
esta também não deveria ter nenhum prego...talvez parafusos!

1.2.07

Naghsh-e Rostam




na corrente do tema da morte, aqui fica mais um deslumbramento...tumulo de Dario I e três sucessores

Naghsh-e Rostam

Shiraz-Irão
405-485 a.C.


30.1.07

As Minhas Cidades III


A cidade de Sodrovno-Voldachie em
"A barreira invisel" de Schuiten & Peeters

29.1.07

Babel de Yazd, Irão

depois do ultimo post lembrei-me deste lugar especial, tanto pelo seu significado como pela sua beleza.


Torres do Silêncio
Yazd, Irão


Os Zoroastrias acreditavam que os cadáveres não poderiam ser enterrados ou queimados, por isso, eram colocados no centro da torre para as aves poderem comer os seus restos mortais, num sentido ciclico da vida.

Babel ou o Infinito de Jorge Luis Borges

a proposito do novo e badalado filme, "Babel", de Alejandro Iñárritu lembrei-me destas imagens...




Gulbenkian - Novembro 2006

O que teria pensado Jorge Luis Borges depois de perceber que Matej Krén na sua instalação "Book Cell" conseguiu por "momentos" materializar o infinito borgiano nesta sua torre de babel?

26.1.07

As Minhas Cidades II


Timbuktu (Mali)

A acompanhar esta imagem recomendo vivamente a músicalidade do recentemente falecido maliense, músico extraordinário da "World Music".


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25.1.07

Amelia


existem coisas extraordinárias nesta vida, Amelia é uma delas. É um momento em suspenso que não entendemos nem da segunda vez!!
A minha terceira vem a caminho, estou em pulgas.
Obrigado Deus por teres criado a Amazon!

O Atelier



desenho de Shuiten e Peeters...

Siza em Barcelona

Problemas de escala ?!


Grande Buddha - Leshan (China)

24.1.07

Pontes





aqui vai uma sem um unico prego...
Chengyang - China

As Minhas Cidades


Xiahe - Tibete
os urbanistas do passado...

23.1.07

Siza na Coreia 2



Prémio Best Gallery pela revista Wallpaper

TGB




Sugestão musical...
Depois de alguns prémios internacionais em revitas da especialidade, e o prémio Carlos Paredes aqui fica a minha recomendação para os menos atentos!

TGB é o nome de um trio que surgiu por indução de Alexandre Frazão, como aposta numa formação pouco habitual em termos instrumentais. Não só pelo tipo da combinação dos mesmos, como também pelo lugar móvel que estes ocupam na pirâmide tímbrica. O som dos TGB, move-se num terreno próximo de formações clássicas inusitadas como: Jimmy Giuffre Trio (clarinete, guitarra e trombone), Paul Motian Trio (saxofone, guitarra e bateria), John Zorn “News from Lulu” (saxofone, guitarra e trombone) Tiny Bell Trio (trompete, guitarra e bateria). O repertório viaja pelo próprio “sketch book” dos tês músicos, bem como por compositores pragmáticos ou picassianos (Monk, Dolphy ou Powel) cujo relevo melódico-rítmico é tão abrangente, que permite as mais audiciosas inversões instrumentais. Assim, este triangulo variável, explode nos ritmos de Alexandre Frazão, sopra na Tuba irrequieta de Sérgio Carolino e rebate nos acordes de Mário Delgado.

Alexandre Frazão - Bateria
Mário Delgado - Guitarra
Sérgio Carolino - Tuba

"As cidades obscuras" de Schuiten & Peeters




para quem é fan de bd aqui fica a minha sugestão...

20.1.07

China, Vale Hakka




Há realidades que nos surpreendem constantemente,
Casas Fujian
Vale de Hakka, China

19.1.07

As 7 maravilhas do mundo





Agora que se discutem as 7 maravilhas do mundo, aqui fica a minha favorita (apesar de não estar na selecção oficial)!

para os mais curiosos é uma igreja do sec XII dedicada a
S. Jorge em Lalibela, Etiopia.

18.1.07

Siza na Coreia...